Intenção de comprar imóveis em Salvador, Recife, São Luís e Fortaleza nos próximos dois anos é maior que a de São Paulo
Levantamento inédito da Datastore, líder nacional em pesquisas de mercado imobiliário, mostra que 29% dos potenciais consumidores de Salvador têm intenção de comprar um imóvel nos próximos dois anos. De acordo com o presidente da empresa, Marcus Araújo, este índice é bom, mas indica que o mercado está com menor velocidade de compra quando comparado a 2010. Ele afirma que a pesquisa também cobriu São Paulo, Campinas, Campo Grande, Recife, Fortaleza e São Luis.
Para determinar quais as melhores oportunidades imobiliárias nestes mercados a empresa realizou 70 mil entrevistas de campo com pessoas em condições financeiras de absorver os lançamentos de mais de 100 incorporadoras espalhadas pelo país. Em Salvador a renda familiar mensal estabelecida para participar da pesquisa foi de R$ 7,5 mil. O levantamento mostra que mesmo entre consumidores potenciais a intenção de compra nos próximos dois anos teve uma retração, quando comparado a 2010.
O menor índice é o da cidade de São Paulo, maior mercado imobiliário do Brasil. Só para se ter uma idéia, 27% dos paulistanos entrevistados afirmaram ter intenção de compra. Em Salvador, o índice de 29% está equiparado ao de Campinas, no interior de São Paulo. Comparado à intenção de compras nas outras capitais do nordeste estudadas, é o menor. A pesquisa de mercado mostra que em Recife 33% dos consumidores com renda familiar maior que R$ 3 mil têm intenção de comprar imóvel nos próximos dois anos. Em São Luís este índice sobe para 35% entre consumidores com renda familiar acima de R$ 5 mil e em Fortaleza é de 38% entre famílias com renda maior que R$ 4 mil.
Uma das explicações de Araújo para a retração na velocidade de compra é o afastamento de parte dos investidores. Isso porque, cerca de 40% da demanda nacional está associada a este grupo. Muitos estão esperando pelos imóveis comprados na planta que serão entregues até o final deste ano. Outro fator é o alto preço do metro quadrado que não cabe no bolso do consumidor.
Ele afirma que a escassez de terrenos, o encarecimento da construção e a demora na aprovação dos projetos explicam o alto preço. Por isso, para absorver a demanda as empresas estão apostando em lançamentos nas cidades do entorno que têm terrenos mais baratos e são próximas o suficiente para garantir facilidade de trânsito da população.
Para quem espera por queda no valor do metro quadrado, o especialista diz que o mais provável é a maior estabilidade, mas a queda é pouco provável por causa dos custos da construção. A dica é aproveitar o momento de transição do setor imobiliário. Na volta dos investidores, o aumento da demanda empurra os preços para cima como aconteceu nos últimos 3 anos.