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Jaques Wagner: Governo focaliza investimentos em infraestrutura, Copa 2014, educação e segurança pública

Quarta, 21 de Julho de 2010 16:29

Governador da Bahia fala da atração de investimentos e dos projetos para a Copa

 

Por Gabriel Carvalho
 
Jaques Wagner assumiu o Governo da Bahia em janeiro de 2007 com a tarefa de melhorar os indicadores sociais do Estado, que em alguns setores como saúde e educação eram os piores do País. Entretanto, o Estado precisa de infraestrutura para manter o status de principal economia do Nordeste e sexta maior do Brasil. Para isso, o governo vislumbra no Programa de Aceleração do Crescimento um importante vetor para que a economia baiana alce importantes voos. Os principais legados no que se refere a grandes obras, segundo o próprio governador, serão as construções da Via Expressa Baía de Todos, a Ferrovia Oeste-Leste e o Porto Sul.  Para o chefe do Executivo Baiano, a melhoria da infraestrutura são tão importantes quanto as vantagens fiscais para a atração de novos investimentos.

 

InvestNordeste - Uma das principais reclamações do setor produtivo se refere às condições das rodovias que cortam o Estado, o que o governo tem feito para recuperar as estradas?
Jaques Wagner
- Então, nós estamos trabalhando nos quatro cantos da Bahia. Recuperamos, junto com o Governo Federal, a [BR] 110, a [BR] 116 e a [BR] 324. Elas já foram licitadas e vai começar a duplicação e a reforma. Estamos na BA-093 com o Complexo Petroquímico preparando. Lá no Oeste, nós vamos cuidar da [BR] 135 com o Governo Federal, da [BR] 235; já dei para a Estrada do Feijão indo até Xique-xique e Barra.


O Governo Federal já vai começar a [Rodovia] Bom Jesus da Lapa/Santa Maria da Vitória e eu tenho certeza que nós poderemos, rapidamente, ir melhorando a condição das estradas. Já assinei, em Xique-xique, a ordem de serviço da recuperação da [BA] 052/160 e da e da [BR] 330. E, ainda no Norte do Estado, entreguei a estrada que liga Jacobina a Miguel Calmon. No Recôncavo, recuperamos o trecho Maragojipe/São Félix. Então, nós estamos trabalhando deste jeito porque, no meu entendimento, você só integra a Bahia oferecendo o desenvolvimento para todos os lugares e todas essas rodovias beneficiam vários setores como agricultura familiar, agronegócio e o transporte de alguns produtos industrializados.


IN - O senhor citou os casos das principais estradas, mas quanto isso representa em números gerais?
JW
- Olha, nesses três e meio de gestão foram recuperados 1,3 mil km de estradas, outros 1,8 mil estão em recuperação, em um investimento de quase R$ 600 milhões. Isso tudo graças à reestruturação do Derba (Departamento de Infraestrutura Rodoviária do Estado da Bahia), que encontramos completamente desativado em 2007.


IN - Quatro anos são suficientes para melhorar as condições das estradas?
JW
- É claro que em quatro anos nós não conseguiremos fazer tudo, mas eu não tenho dúvida de dizer que nós estamos num processo de recuperação da malha rodoviária muito importante, além, evidentemente, da grande notícia que demos que  foi a Ferrovia Leste-Oeste.


IN- No Oeste da Bahia ainda havia um sentimento de criação de um novo estado, essa ideia de divisão da Bahia, ainda persiste?
JW
- Olha, quando eu estava em campanha muita gente do oeste baiano pensava na divisão e na criação do novo estado. Eu pedi prazo. Eu fui lá para visitar a obra da hidrelétrica em São Desidério para reforçar a oferta de energia na região, e creio que com todas essas ações que a gente tem feito, sinceramente sinto que diminuiu muito aquela vontade de dividir a Bahia. Eu já me coloquei claramente contrário a esse projeto dizendo que é possível manter a nossa unidade e governar para todos, independente da capital ser Salvador, quando há vontade política, quando há disposição. Eu vou para o interior praticamente toda a semana e, portanto, eu não vejo porque dividirmos a Bahia.


IN - A Ferrovia Oeste-Leste vai se tornar uma realidade?
JW
- Sim, já fizemos a primeira audiência pública em Barreiras, com a presença da Valec, empresa do Ministério dos Transportes que vai cuidar da ferrovia. Só aqui na Bahia são 1,1 mil quilômetros, passando por 32 municípios e investimento de mais de R$ 4 bilhões. Ela vai sair do oeste baiano – Barreiras e Luís Eduardo – vai até Ilhéus. E ela, junto com todas as rodovias em volta – as BRs 135 e a 242 – vai criar todo um sistema de escoamento dos produtos do agronegócio e da agricultura do oeste baiano, interligando, como diz o próprio nome, o Oeste ao Leste do nosso estado.


Esse é um sonho de mais de 50 anos. Essa vai ser a grande obra de infraestrutura que nós estamos deixando. E eu não tenho dúvida que ela garantirá décadas de desenvolvimento para todo nosso estado, trazendo inclusive produtores do norte de Minas [Gerais] e do Piauí que vão escoar seus produtos por aqui. Essa é uma grande obra na parceria do nosso governo com o Governo Federal.


IN - Há uma grande preocupação em gerar desenvolvimento com inclusão social. Como fazer isto, garantido, por exemplo, a preservação do meio ambiente?
JW - A palavra-chave desse começo de terceiro milênio é equilíbrio: equilíbrio entre o desenvolvimento, a sustentabilidade social e a sustentabilidade ambiental. Por isso eu tenho dito que eu detesto os extremos, aqueles que acham que vale a pena depredar se for para ganhar um trocado, assim como eu acho que aqueles que estão no outro extremo, que não se pode fazer nada e que a natureza é só para ser observada. Eu sou pelo ponto de equilíbrio: é desenvolvimento com sustentabilidade; desenvolvimento com preservação da natureza.


IN - Salvador conquistou uma vaga com subsede da Copa de 2014. O que tem a ser feito agora?
JW - Esse caso para mim tem um prazer especial. Nós já vínhamos trabalhando desde 2007. Respondemos ao chamado Caderno de Encargos da Fifa. Fizemos [o Estádio de] Pituaçu em tempo recorde, reconhecido como um ótimo estádio, tanto que vamos ter a eliminatória da Copa 2010 em setembro, Brasil e Chile. E é claro que já temos um parque de hotelaria importante, um aeroporto que precisa ser ampliado, mas é um aeroporto bom, temos uma torcida maravilhosa e agora é arregaçar mangas – Governo Federal, governo estadual e a prefeitura, o povo e os empresários – para que a gente possa, em 2014, fazermos uma bela festa do futebol brasileiro e do futebol mundial.


IN - Na parte que cabe ao governo, como serão arregaçadas as mangas? E prioridades como saúde e educação?
JW
- Em primeiro lugar, a gente continua investindo em saúde e educação. Esses indicadores vêm melhorando a cada dia. É claro que esse dinheiro é um dinheiro diferente do dinheiro que é investido. Ninguém tira dinheiro da educação ou da saúde para fazer a Copa do Mundo. Mas é bom lembrar também que, ao fazermos a Copa do Mundo aqui, vai ter investimento privado. Por que não é o governo que banca tudo. Nós vamos entrar com uma parte. Além disso, isso vai gerar emprego durante a construção até 2014.


Na época do evento, em 2014, é mais emprego na área de turismo, os hotéis vão estar cheios, os táxis, os restaurantes... Tudo isso traz benefícios para a cidade. E, é claro, passada a Copa, ficam todos os benefícios. Uma nova praça de esporte, ali no mesmo local que hoje nós temos a Fonte Nova; ali também está previsto uma casa de espetáculos de 12 mil pessoas, que nós não temos; um shopping center; um prédio de escritórios; um estacionamento... Então, vai melhorar todo aquele entorno do Centro Histórico, de Nazaré, do Dique (do Tororó)...


Portanto, é benefício para a cidade e para os baianos, alavancando mais ainda o turismo, que é um item da nossa economia extremamente importante. Nós – eu repito – vamos trabalhar, porque Copa do Mundo também significa melhorar o atendimento hospitalar, também significa qualificar a nossa gente. A Copa do Mundo não é só o jogo; é tudo que acontece antes e tudo que fica depois exatamente por esse evento.


IN - O senhor tem feito muitas viagens internacionais, defendendo que a Bahia tem de ser vista para atrair novos investimentos, o senhor acredita que isso tem funcionado?
JW
- Olha, recentemente eu estive na Índia e nós fizemos contato com a área petroquímica e eu acho que foi extremamente produtivo, vendo a possibilidade de uma parceria da petroquímica indiana com a petroquímica baiana. E, aberta essa porta, vou esperar agora os entendimentos entre a parte empresarial para ver essa concretização. Também conversamos com uma grande empresa indiana que tem atuação em diversos setores da área industrial e entregamos uma proposta concreta e objetiva que está sendo analisada pelos indianos, e depois nós continuaremos a negociação. E fomos consolidar o negócio da área de mineração de Caetité, onde um empresário indiano e mais uma empresa, que é a sexta maior mineradora do mundo, do Cazaquistão, estão investindo na Bahia, inclusive investindo no nosso Porto Sul e investindo também no interesse pela Ferrovia Oeste-Leste - a nossa ferrovia baiana. Então, eu tenho certeza que consolidamos a posição daquilo que já está acontecendo e abrimos boas portas para novos investimentos.


IN - Foram feitos contatos assim na Europa?
JW
- Sim, eu fui na Inglaterra fazer também contatos empresariais, principalmente, na área de mineração e também na área de tecnologia. Na Holanda, eu fui tratar da questão da Copa 2014. Fui conhecer o campo do Ajax [clube de futebol da Holanda], que é administrado por uma empresa holandesa que tem interesse em investir na Bahia para a Copa 2014. E tivemos um dia inteiro de negociações, de apresentação da empresa para mim e de apresentação minha para eles, de tudo que a gente está pensando sobre a nova Fonte Nova.


E, finalmente, na ida para a França, tive uma conversa com uma empresa na área de turismo, na área de viagens internacionais, tentando abrir mais um voo direto para Salvador, da Europa. Ainda na França, nós tivemos contato com uma empresa importante da área de energia.


IN - Os índices de violência têm crescido em Salvador e também no interior, isso não atrapalha a chegada de novos empreendimentos?
JW
- Eu não sou de me esconder das responsabilidades, mas quero dizer que o governo tem atuado para fortalecer as polícias Civil e Militar. Contratamos 3,2 mil novos PMs, estamos na fase intermediária de concurso para absorver mais 3,2 mil policiais. Reforçamos também a nossa área de inteligência, adquirimos novas viaturas e estamos conseguindo desarticular as facções criminosas com muita investigação e dentro da lei.


IN - Qual a posição da Bahia em relação a Reforma Tributária ?
JW
- A conta não é fácil de fechar. O Governo Federal terá que oferecer vantagens compatíveis e ser solidário com as dificuldades dos estados e, principalmente, as do estado da Bahia. Para enfrentar as possíveis perdas com a reforma, é preciso ainda que o Governo Federal informe o montante de recursos que o Estado vai receber como compensação dos fundos a serem criados pelo projeto e se a quantia será mesmo equivalente ao montante da receita que poderá perder por ser um Estado exportador. Não há dúvida de que para o conjunto dos estados nordestinos o projeto é positivo, desde que haja compensações à perda de arrecadação. Essa complicada equação passará por uma definição clara dos recursos que vão ser destinados na reforma ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR) e o Fundo de Equalização de Receitas (FER), que constam da proposta como instrumentos para diminuir as desigualdades regionais e compensar eventuais perdas de receitas de estados com a reforma. Ninguém pode fazer uma reforma tributária com a cabeça no curto prazo. É preciso apostar nos efeitos positivos que a mudança, na confusa e desordenada legislação tributária, poderá trazer ao País a médio e longo prazo.

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