Produto interno bruto de 2006 (PIB): R$ 311.175 bilhões (valores correntes)
De acordo com dados da pesquisa do IBGE, “Contas regionais do Brasil da série 2002 a 2006”, na Região Nordeste, aproximadamente 49% dos municípios apresentaram predomínio do setor de serviços, com grande participação da administração pública. Em 66% deles, a atividade administração pública contribuía com mais de 35% do PIB.
O setor agropecuário é destaque no centro-oeste do Maranhão, voltado, principalmente, para a produção de arroz e de soja, e para a criação de gado bovino. Nos Municípios de Açailândia, Bom Jardim e Centro Novo do Maranhão, destacava-se a extração de carvão vegetal. A grande produção de grãos no oeste da Bahia, especialmente soja e algodão herbáceo, levou o setor agropecuário a apresentar grande importância na região. A fruticultura irrigada no vale do São Francisco se destacou com o cultivo de uvas, sendo que Petrolina (Pernambuco) assumiu a liderança na produção de uvas no Brasil.
No litoral da Bahia, Camaçari, com grande peso na indústria, petroquímica do petróleo e automobilística, continuou ocupando a primeira posição no ranking da atividade industrial do Estado, embora em 2006 tenha perdido participação em relação a 2005. No Ceará, o destaque foi o pólo calçadista, em Sobral, e o têxtil e de confecções, na Região Metropolitana de Fortaleza.
Em 2006, a renda gerada por apenas quatro municípios correspondeu a aproximadamente 25% de toda a renda e a 14,8% da população da Região Nordeste. No mesmo ano, nota-se que os 802 municípios que pertenciam às duas últimas faixas de renda, correspondendo a 44,7% dos municípios dessa região, responderam por 5% do PIB e concentraram 11,2% da população. Estes números mostram a concentração da geração interna da renda e também a difusão espacial na produção da riqueza.
Das 1.793 cidades da região Nordeste analisadas em 2006, Salvador liderou o ranking com o maior PIB, que correspondia a R$ 24 bilhões. Em segundo lugar veio Fortaleza, com R$ 22,5 bilhões, seguida de Recife, com um PIB aproximado de R$ 18,3 milhões. Em quarto lugar aparece São Luís, com R$ 11,2 bilhões, na frente de Camaçari-BA, que possuía em 2006 um PIB de R$ 9,5 bilhões. Em sexto lugar vem Natal (R$ 7,5 bilhões), seguida de Maceió (R$ 6,9 bilhões), São Francisco do Conde-BA (R$ 6,6 bilhões), Teresina (R$ 6 bilhões) e João Pessoa (R$ 5,9 bilhões). Segundo o IBGE, esses 10 municípios representavam, em 2006, 38,2% do produto interno bruto nordestino.