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Segunda-feira, 01 de setembro de 2014

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Fruticultura no sudoeste da Bahia tem boas perspectivas

Por Redação
Sexta, 22 de Janeiro de 2010 14:20
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Cooperativa estima que neste ano manga e maracujá devem manter bom desempenho no mercado

Se 2009 foi o melhor dos últimos três anos para a fruticultura de Livramento e Dom Basílio, no sudoeste da Bahia, as perspectivas para 2010 são as melhores possíveis para manga e maracujá, especialmente no que se refere à melhoria de qualidade e escalonamento da produção. A estimativa é da Cooperativa dos Produtores de Frutas de Livramento (Copefrul).

Para Antônio Alves, presidente  da cooperativa, que reúne 48 associados, o ano passado foi excelente para o setor produtivo da região. "Isso aconteceu especialmente com o maracujá, que conseguiu incrementar suas vendas com bons preços para agroindústrias dos estados de Pernambuco, Espírito Santo e Sergipe", destaca Alves. Ele assinala que todas as frutas – manga, maracujá e melão – foram comercializadas para São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, com inadimplência zero para os produtores.

Através da Cooperativa foram colhidas e comercializadas no ano passado 765 toneladas de manga (100 hectares), 98 de maracujá (20 hectares) e 48 de melão. Os preços no mercado interno giraram em torno de R$ 0,60 o quilo da manga e R$ 0,98 o de maracujá. Esses preços foram compensadores para os produtores, segundo a cooperativa.

O ano de 2009 só não foi melhor para os fruticultores de Livramento e Dom Basílio devido aos problemas constantes de falta de água para irrigação nas áreas de maracujá (Dom Basílio), que depende muito do açude Rio do Paulo, que ficou seco. Outro problema que afetou a produção foi o ataque de pragas como a antracnose e a fusariose. Elas prejudicam a qualidade dos frutos.

Depois do Vale do São Francisco, em Juazeiro e Petrolina, o polo de Livramento e Dom Basílio, implantado no final dos anos 80, é o segundo maior da Bahia, com mais de 10 mil hectares cultivados, sendo a maior parte (90%) de manga e maracujá. De lá para cá, o perímetro irrigado cresceu além da sua capacidade com relação à oferta de água, cuja falta ainda representa  um problema para os produtores dos dois municípios.

Na área da exportação para o mercado externo, os empresários se queixam da falta de uma maior promoção do produto nacional no estrangeiro, sem contar a ação dos atravessadores, que levam a melhor parte nos lucros. Na região existem cinco empresas exportadoras. No mercado externo, os preços estão abaixo de dois euros por caixa de quatro quilos. Essa cotação, de acordo com os empresários do setor, ainda é baixa.

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