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Perfil Paraíba

Por Redação
Segunda, 14 de Janeiro de 2008 21:00

Perfil

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Paraíba (PB)
Área: 36.439,838 Km2
População: 3.623.215
Capital: João Pessoa
PIB: R$ 19.953 bilhões
Litoral: 133 Km

Atividades Potenciais: Artesanato, Eletro-eletrônica, Caprinovinocultura, Fruticultura, Comércio varejista,  Madeira e móveis, Construção civil, Têxtil e confecções, Couro e calçados e Turismo

Dados do IBGE indicam que o Estado cresceu 6,7% em 2006, registrando um valor de R$ 19,953 bilhões contra R$ 16,869 bilhões verificados no ano de 2005. Com esse resultado, o PIB paraibano é o 19º maior do País, apresentando o 14º maior aumento em volume (20,1%) na série 2002-2006. O PIB per capita foi de R$ 5,507 mil em 2006, contra R$ 4,691 em 2005.

A agropecuária - que cresceu 19,9% - foi o setor que mais contribuiu para o aumento do PIB paraibano, sendo responsável por 7,2% da economia em 2006. Este resultado se deve, principalmente, ao aumento da produção dos principais produtos agrícolas: milho (155,52%), feijão (90%), arroz (64,63%), cana-de-açúcar (24%), abacaxi (5,43%) e banana (2,79%). O bom inverno registrado na região Semi-Árida do Estado foi considerado o principal fator deste desempenho. Já o rebanho bovino cresceu 3,87%, enquanto o de ovinos aumentou 0,86%.

A indústria também contribuiu para o crescimento do PIB paraibano, com taxa de 6,5%, sendo que a indústria de transformação cresceu 9,5% em 2006, puxada pelos ramos de artefatos de couro e calçados (13%), celulose e produtos de papel (11%), alimentos, bebidas e artigos de vestuário de acessórios (ambos 9%), jornais, revistas, discos (8%) e têxtil (2%).

Bom desempenho também foi alcançado pelo setor de serviços, com participação na economia em torno de 70% nos anos de 2005 e 2006 e crescimento de 5% em 2006. O resultado se deve ao desempenho do comércio, que apresentou volume de 8,8%, com destaque para o ramo de veículos, motocicletas, partes e peças, que subiu 25% em relação ao ano anterior. Mesmo apresentando menor contribuição, outros setores que também registraram crescimento foram: transporte, armazenagem, correio (5,37%), serviços de produção, distribuição de eletricidade, gás, água, esgoto, limpeza urbana (3,55%), administração saúde e educação pública (2,71%).

Pólo de Desenvolvimento Integrado – Alto Piranhas
O Pólo Alto Piranhas é composto pelos municípios de Aparecida, Cajazeiras, Cajazeirinhas, Condado, Marizópolis, Pombal, São Bentinho, São Domingos, São Francisco, São João do Rio do Peixe, Sousa e Vieirópolis.

Situado num raio de 450km da capital do Estado, João Pessoa, o Pólo está interligado por estradas pavimentadas, de boa qualidade, a todas as cidades do Nordeste e, por via férrea, às cidades de Fortaleza, Campina Grande e ao porto de Cabedelo, que responde por grande parte do escoamento da produção dos estados da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

O Pólo possui obras de infra-estrutura hídrica suficiente para dar início a um processo agressivo de aumento da área irrigada, possui solos de alto potencial de utilização agrícola, contando inclusive com algumas agroindústrias já instaladas. Conta ainda com um parque industrial bem estruturado e serviços de telecomunicações diversificados.

A região também apresenta elevado nível de produção, principalmente, hortaliças e grãos. No passado recente, foi um dos mais importantes pólos de produção e industrialização de algodão do Nordeste. Há, ainda, áreas para a produção de frutícolas (banana, mamão, manga, uva, pinha, acerola, graviola e coco); olerícolas (melão e melancia) e para a criação de bovinos, ovinos e caprinos.

Existem oportunidades para quem deseja investir como a produção e revenda de insumos em geral, máquinas, equipamentos e implementos, packing houses, produção e revenda de caixas de papelão e plástico, mudas e sementes, agroindústria de suco, frutas e doces, empresas de transporte e trading companies.

Nas atividades auxiliares são apresentadas boas perspectivas para hotéis, restaurantes e equipamentos de lazer, hospitais e escolas. Há ainda oportunidade para negócio na área turística explorando o filão do turismo relacionado aos animais pré-históricos que deixaram marcas na região.

Pólo de Turismo – Costa das Piscinas
O Pólo Costa das Piscinas contempla 12 municípios que se estende por uma área de 2.503 km², com população residente de cerca de 964 mil pessoas. São quilômetros de um belo e exuberante litoral, que pode ser apreciado pela amplitude de suas praias – desde as mais desertas às urbanas, com excelente balneabilidade, pelos ecossistemas costeiros (estuários de rios, mangues, dunas, falésias e cordões marinhos) e pela beleza cênica.

Engloba ilhas como Areia Vermelha (Cabedelo) e Picãozinho – com suas belas piscinas de corais em João Pessoa –, à praia de naturismo Tambaba, no município de Conde, uma das poucas existentes no Nordeste. Destacam-se ainda as praias fluviais e outros atrativos naturais paradisíacos. A praia da Barra do Rio Mamanguape está situada em importante Área de Preservação Ambiental, onde está localizado o Centro do Peixe-Boi Marinho. Na Baía da Traição, existe o último reduto indígena remanescente da Tribo Potiguara na Paraíba, onde coexistem pacificamente as culturas dos antigos pescadores e os costumes da cultura indígena.

Infra-Estrutura
São mais de 5.300 quilômetros de rodovias, 4.000 km estaduais e 1.300 km federais. O sistema ferroviário faz o transporte de cargas entre João Pessoa e várias localidades do Estado. Conta com dois terminais aéreos: Aeroporto Castro Pinto, distando 8 km de João Pessoa, com pista de 2.515 m, de boas condições para aterrissagem de aviões de grande porte, opera com linhas regulares nacionais e internacionais do sistema Charter; e o Aeroporto João Suassuna, localizado vizinho ao Distrito Industrial de Campina Grande, opera com vôos diários para Brasília e o Sul, via Recife. O Porto de Cabedelo, a 18 km de João Pessoa, é o mais oriental do Brasil. Tem 700 m de extensão e 300 m de largura. Movimentou 1,2 milhões de toneladas em 1995, destacando-se o petróleo, carga geral e cereais. É equipado a contento para a movimentação de cargas gerais e containeres.

Fonte: Contas Regionais do Brasil – IBGE 2006/ Banco do Nordeste do Brasil

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