Copom frisou uma maior confiança na retomada da economia brasileira durante o segundo semestre
O Banco Central (BC) divulgou a ata da última reunião do Copom, ocorrida nos dias 10 e 11 de julho, em que a entidade cortou os juros em 0,5 ponto percentual em decisão unânime, para 8,0% ao ano. O Copom sinalizou algumas mudanças em sua avaliação da economia, e reforçou a confiança de uma recuperação da atividade no segundo semestre deste ano.
Com uma ata praticamente idêntica em relação à anterior, a instituição sinaliza que não houve alterações significativas em seu cenário projetado para o crescimento e a inflação.
O documento tende a ser interpretado pelo mercado como uma manutenção do atual plano de voo do BC - com cortes adicionais nos juros ao mesmo ritmo atual.
A autoridade monetária continua a ver poucos riscos inflacionários, e reforçou que a taxa deve continuar em declínio até o final do ano. Além disso, o Comitê reforçou que o desempenho fraco da economia global contribui para a baixa dos preços.
"O Copom considera que, neste momento, permanecem limitados os riscos para a trajetória da inflação. O Comitê nota ainda que, até agora, dada a fragilidade da economia global, a contribuição do setor externo tem sido desinflacionaria."
Dentre as poucas mudanças relevantes na ata, a autoridade monetária frisou uma maior confiança na retomada da economia brasileira durante o segundo semestre.
"O Copom avalia que a recuperação da atividade econômica doméstica tem se materializado de forma bastante gradual, por outro lado, destaca que o cenário central contempla ritmo de atividade mais intenso neste semestre", diz o documento.
A entidade repetiu a afirmação, que constava na ata das últimas reuniões, de que "qualquer movimento de flexibilização monetária adicional deve ser conduzido com parcimônia".
O BC iniciou ciclo de corte de juros em agosto do ano passado. Após vários cortes consecutivos, a taxa passou de 12,5% ao ano para os atuais 8% ao ano.
Projeções
A projeção de reajuste das tarifas de telefonia fixa, para este ano, foi reduzida para -1,0%, ante 1,5% considerados na reunião do Copom de maio, e a de eletricidade elevou-se para 1,4%, ante 1,3% considerados na reunião de maio.
A previsão do Copom para os preços administrados foi mantida em 4,5%, e a projeção para o reajuste nos preços de gasolina e gás de bujão foram mantidas em zero.
Do Brasil Econômico.